O cineasta Oliver Stone ficou retido por algumas horas (retido, que fique claro, não detido) no aeroporto de Cumbica, São Paulo. Não tinha visto de entrada, a papelada não estava em ordem, portanto não podia desembarcar. Conversa pra cá, conversa pra lá, deu-se um jeito. Afinal, Stone é Stone, e veio pra divulgar seu novo filme “Ao Sul da Fronteira”, em que ele retrata presidentes sul-americanos, e Hugo Chávez, da Venezuela, é a “estrela”’.
Avisado da situação, o produtor Luiz Carlos Barreto, que tem os direitos do filme no Brasil, ligou para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que acionou o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que teria contatado a Polícia Federal. De posse de uma lista de nomes fornecida pelo produtor, a Polícia Federal teria contornado a situação para Stone e a equipe – todos sem visto.
Tudo bem. O Brasil, nesse caso, dá um exemplo de país tolerante. E, aliás, sou um admirador do cineasta. Mas peraí! E se fosse o contrário? Brasileiros são humilhados aeroportos afora. Tente entrar nos EUA sem visto. Você corre o risco de ir parar em Guatánamo, com ou sem Obama.
ATUALIZAÇÃO
Após a postagem deste comentário, as agências de notícias destacaram o encontro que o cineasta Oliver Stone teve com a candidata do PT às eleições, Dilma Rousseff. Dilma disse que era fã de Stone; e Stone disse que Dilma é carismática.
Durma-se com um barulho desses.
Está explicado.




