Instituições como CNBB, Comissão de Justiça e Paz, Ordem dos Advogados (a nacional, não a local), dentre outras, identificadas com a luta pela representação política no Distrito Federal, estão começando a se reunir em torno de uma preocupação: o que virá para a capital do País com a eleição de outubro?
Joaquim Roriz, o ex-governador a quem se atribuiu toda a responsabilidade pela explosão demográfica da cidade, já está se apresentando no horário eleitoral da televisão e do rádio. Em outro campo aparecem as candidaturas do senador Gim Argelo, um ex-corretor de imóveis que chegou ao Senado na condição de suplente de um Roriz cassado, e, agora, do deputado Alberto Fraga, da tropa de choque de Arruda.
Falante, muito falante, Fraga é coronel da reserva da Polícia Militar. E fala como tal, no estilo vamos-ver-o-que-acontece. Foi personagem de destaque na campanha do “não” no plebiscito do desarmamento. Ou seja, é pra andar armado, mesmo, se preciso for. Mas o homem é estilo, e o estilo é linha dura.
No campo das esquerdas, surge ainda debilmente o nome de Agnelo Queiroz, figura proeminente do PC do B do Distrito Federal. Não anima muito.
Mas o problema não é esquerda nem direita. Brasília é quintal do governo federal, e antes que vire vice-versa está na hora de uma discussão mais profunda acerca de sua representatividade política.
De mais original, vi hoje uma faixa no canteiro de obras da nova sede da Assembléia Legislativa do DF, aqui chamada de Assembléia Distrital, onde está escrito: “Última implosão. Intervenção já.”




