A violência não só assusta. Nos revolta. Não há palavras para expressar o sentimento neste momento, diante do assassinato do cartunista Glauco e seu filho Raoni, em Osasco (SP).
Nascemos no mesmo ano, 1957, e assim como Glauco meu caminho para o jornalismo passou pelo cartum (Para ajudar meus estudos, desenhei tiras e histórias em quadrinhos em Recife, mas acabei optando pelo jornalismo escrito). Glauco teve uma trajetória brilhante nas tiras publicadas na Folha. Sempre fui seu fã. E continuarei sendo. Registro aqui as minhas homenagens ao criador de tantos personagens que nos faziam refletir sobre a realidade de nosso paÃs. Uma realidade, infelizmente, muito longe do humor que ele sabia expressar.
Abaixo, o link do blog do Glauco. E adiante, a notÃcia de seu assassinato, recolhida do site Uol.
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http://www2.uol.com.br/glauco/
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Morreu na madrugada desta sexta-feira (12), em Osasco (SP), o cartunista Glauco Villas Boas, 53, conhecido como Glauco. Ele foi vÃtima de tentativa de assalto e sequestro em sua residência na Estrada Alpina, no bairro de Santa Fé. De acordo com o advogado, no momento do crime o cartunista descansava em casa com os três filhos e a esposa, Beatriz Galvão.
A casa foi invadida por dois homens armados, que tentaram levar pertences da famÃlia e o próprio cartunista. Ao tentar persuadir um dos bandidos armados, Glauco foi alvejado com quatro tiros à queima roupa. O filho dele, Raoni Villas Boas, 25, que chegava ao local, discutiu com os bandidos e também foi atingido por disparos, morrendo a caminho do hospital.
O cartunista Glauco e seu filho chegaram a ser socorridos e levados ao hospital Albert Sabin, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. As informações foram repassadas pelo advogado da famÃlia, Ricardo Handro. Segundo ele, o crime aconteceu por volta de meia-noite e os bandidos fugiram em um carro roubado. Ninguém foi preso até o momento, afirmou o advogado. A polÃcia investiga a participação de uma terceira pessoa na ação.
O caso foi registrado no 1° DP de Osasco e os corpos do cartunista e do filho já foram encaminhados para o IML da cidade. Glauco era padrinho fundador da igreja Céu de Maria. Familiares e amigos velarão pelo cartunista em sua igreja, da doutrina do Santo Daime.
Glauco é conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de São Paulo. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças ao jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o “Diário da Manhã”, em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.
Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.




