Leio no Correio Braziliense:
“Os sargentos Fernando Alcantara e Laci Araujo, que assumiram manter um relacionamento homossexual, vão entregar hoje ofício à Comissão de Constituição e Justiça do Senado e à Presidência da República pedindo a impugnação da nomeação do general Raimundo Nonato Cerqueira Filho e do almirante Alvarez Luiz Pinto, ao cargo de ministros do Superior Tribunal Militar. Na semana passada, durante a sabatina, os dois demonstraram ser contra a presença de homossexuais nas Forças Armadas”.
Os militares, quando sabatinados, foram sinceros. Expressaram o preconceito social presente em nossas instituições. Antes isso que perseguir, confinar em campos de concentração e assassinar homossexuais, como fizeram os nazifascistas. Entretanto, o preconceito está impregnada, mesmo em sociedades mais avançadas. Já a intolerância, esta é motivo de preocupação maior. O problema é que os dois andam de mãos dadas, num derrisório namoro institucional. O que nos leva a questionamentos acerca do papel do Estado nas atividades solitárias dos cidadãos.
Em seu livro “Vampes e Vadias”, Camille Paglia observa que mesmo na antiguidade clássica a homossexualidade era uma questão polêmica. “E apesar das colocações dos partidários de hoje, não houve um lugar ou período em que tenha florescido em completa liberdade, em qualquer opróbrio verbal”.