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Blog do Bartô

Posts com a Tag ‘pt’


Mensalão I, A Vingança: O Retorno do Caixa 2

26/02/2010

Brasília é uma cidade plana de muros baixos e nada passa despercebido. A revista IstoÉ desta semana, já disponível na Internet (www.istoe.com.br), traz o que no cinema chamaríamos de “A vingança”. Ou seja, os detalhes do mensalão…do PT, cujo processo está no Supremo Tribunal Federal. Diz a revista que teve acesso às 69 mil páginas do processo. A sucessão ainda não está nas ruas, mas nas bancas com certeza. Abaixo, um aperitivo da matéria:

O processo que investiga o Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal (STF) tem 69 mil páginas. São 147 volumes e 173 apensos. Entre os documentos, há 50 depoimentos inéditos colhidos pela Justiça Federal em todo o País ao longo de 2008 e 2009, laudos sigilosos da Polícia Federal, relatórios reservados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), pareceres da Receita Federal e outras representações criminais que tramitam sob segredo de Justiça em vários Estados. O calhamaço faz a mais ampla e fiel radiografia do maior esquema de corrupção do País. Tudo isso, até hoje, estava sob sigilo de Justiça. Agora não mais. ISTOÉ teve acesso a todos esses documentos. O conteúdo empresta ainda mais gravidade ao escândalo. Além de lançar luz sobre novos personagens – até aqui eram 40 réus –, a investigação derruba a versão de que o dinheiro público estava ileso do esquema de caixa 2 do PT. Chegou-se a levantar essa hipótese durante a CPI, mas não havia provas. Agora, os novos documentos e testemunhas asseguram a origem estatal dos recursos. Essas novas provas também jogam por terra a desculpa petista de que tudo foi feito para pagar despesas de campanha. Não. Diante de juízes e procuradores, testemunhas contaram em detalhes como atividades privadas de interesse partidário foram custeadas com as mesmas notas de dólares, euros e reais que circularam em cuecas e malas e ainda compravam apoios no Congresso.

 

 

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Mensalão, mensalões e algumas suspeitas

23/02/2010

O sentimento na política em Brasília é que não foi fato isolado a decisão de um juiz do Tribunal Regional Eleitoral paulista tentar cassar o mandato do prefeito Gilberto Kassab. Mesmo a suspensão dessa decisão não retira as suspeitas. Ninguém engoliu.

Algo há, é o que mais se ouve.

Na prisão do governador de Arruda, mesmo os que não questionam a gravidade dos fatos apresentados, lançaram suas suspeitas. As gravações, que chocaram a opinião pública, são de 2006. Brasília se caracteriza como uma cidade plana de muros baixos, ou seja, nada se passa por aqui sem que alguém não saiba. O escândalo circulava na boca de muita gente.

Até que estourou, em plena definição da coligação PT/PMDB para sucessão presidencial. E o DEM, na foto, ferido de morte.

O caso revela algumas curiosidades, que não podem ser vistas apenas como curiosidades. Desde que Gutemberg inventou os tipos móveis, a imprensa adora adotar rótulos para se tornar leitura atrativa. O escândalo passou a se chamar “Mensalão do DEM”. Teve, anos atrás, o mensalão do PT, mas sua designação preferida foi “Valerioduto”.

O atual, não. É “Mensalão do DEM”, não importa que Arruda seja identificado como “sem partido” (pois se desligou da legenda) ou o mesmo aconteça com o seu vice Paulo Octávio, que enquanto escrevo ou se desliga ou vai ser desligado. Só para comparar: no mensalão do PT, nenhuma daquelas figuras se desligou do partido. Algumas, inclusive, estão aí de volta, no palanque da Dona Dilma.

Na semana anterior ao Carnaval, a pesquisa CNT/Sensus foi destaque em toda a imprensa (destaque mesmo, com pelo menos 18 artigos escritos por alguns articulistas que um amigo teve o trabalho de contar) pois mostrava que a ministra-candidata Dilma estava tecnicamente empatada com José Serra. Na verdade, Serra estava uns seis pontos acima, mas alguns nove-foras levaram a uma quase unanimidade de que aquilo era empate técnico. Bem, não sou estatístico…

Na semana posterior ao Carnaval, saiu a pesquisa CNC/IBOPE, mostrando que Serra estava ganhando em todos os cenários, inclusive, pasme-se, no Norte-Nordeste. Ninguém deu. Correção: o Estado de S. Paulo deu, depois de quase esconder o resultado na sua página da Internet. Alguma coisa aconteceu e depois publicou no jornal. Então, timidamente, seus concorrentes registraram. Timidamente, eu disse.

Que há? Não sei, mas algo há.

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foto  Bartô
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